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- 1. Diminua os prazos dos recebíveis
- 2. Antecipe os recebíveis
- 3. Priorize o recebimento à vista
- 4. Aplique as três dicas acima em suas obrigações
- 5. Aceite prazos sem adição de juros
- 6. Invista as sobras
- 7. Faça análise de Break Even
- 8. Controle o fluxo de caixa
- 9. Utilize um gerenciador financeiro para o controle do capital de giro
- 10. Evite empréstimos bancários
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Sua empresa tem gastos quase diariamente, e precisa tê-los — e mantê-los — para que possa funcionar. E, além deles, sempre pode ocorrer algo que resulte em despesa imprevista. Independentemente do caso, as consequências de não ter capital de giro quando necessário podem ser graves para o negócio.
Por isso, gerenciá-lo bem deve ser uma diretriz estabelecida de todo gestor. Aliás, ter boa gestão é essencial para que não falte e também para que não sobre muito dinheiro parado nas disponibilidades, o que desvaloriza montantes.
Quer saber como gerenciar bem seu capital, não perder dinheiro e nem ser pego desprevenido? Acompanhe nossas 10 dicas e coloque-as em prática.
1. Diminua os prazos dos recebíveis
Essa prática tem duplo efeito positivo: torna a chegada do dinheiro ao caixa mais rápido e com valores maiores. Quando os direitos demoram a chegar totalmente na empresa e são compensados em valores pequenos, é fácil faltar capital de giro em algum momento. Obviamente, não é possível estabelecer prazos reduzidos para todos os clientes. Porém, em geral, dá para defini-los assim para o negócio e abrir exceções em casos especiais — como em vendas mais caras de produtos ou serviços.2. Antecipe os recebíveis
Independentemente de você oferecer muitas ou poucas parcelas, sempre dá para adiantar o recebimento delas. Uma prática comum e eficiente é oferecer descontos nas prestações para quem paga com antecedência. Funciona porque o cliente em geral prefere gastar menos com alguns dias de antecedência, em uma obrigação que teria de cumprir de qualquer forma, do que pagar mais.3. Priorize o recebimento à vista
Assim como nos pequenos prazos, também não é possível faturar à vista sempre. Mas você pode otimizar essa realidade oferecendo pequenos descontos para receber instantaneamente. Assim, seu cliente avalia a possibilidade de pagar menos e não contrair dívida e seu negócio percebe a entrada do dinheiro de fato — e anula o risco de inadimplência, fator que pode destruir o capital.4. Aplique as três dicas acima em suas obrigações
Pagar suas contas em menos prestações gera menos despesa com juros. E antecipar os pagamentos delas pode lhe render desconto, assim como quitá-las no ato. Então, o mesmo que você estabelecer na sua organização deve ser negociado com seus credores — não para otimizar o capital deles, o que ocorre por consequência, mas para gastar menos do seu.5. Aceite prazos sem adição de juros
O problema do parcelamento é o valor adicional que deixa a conta mais cara. Porém, não é raro conseguir prazos sem adição de juros ao total da operação. Quando conseguir essa condição, pode tranquilamente contrair a dívida para não abrir mão de grande parte do capital em um único momento.6. Invista as sobras
Dinheiro parado desvaloriza porque os preços aumentam com o tempo. Então, o mesmo valor hoje terá menos poder de compra daqui a um ano. Você não precisa ter as entradas de recebíveis e mais todo o lucro acumulado dos exercícios anteriores em caixa. Calcule o que é necessário ter para o giro mensal e some a isso uma reserva para emergências. E invista o que sobrar em aplicações financeiras seguras — elas rendem acima da inflação e geram lucro. Ou seja, além de o dinheiro não desvalorizar, ele aumenta.7. Faça análise de Break Even
Essa avaliação da sua empresa vai lhe dar o ponto de equilíbrio da relação despesas-vendas / ticket médio / volume — o momento em que todos os custos estão pagos e o negócio passa a ter lucro. Mas não é simplesmente a soma das despesas e das receitas. Você precisa utilizar as despesas variáveis e fixas mensais — utilizando a proporção delas por mês em caso de períodos maiores de cobrança — e dividir essa soma pela sua unidade de medida operacional, as vendas, os contratos ou o volume. Veja no exemplo:- Custos fixos em um mês — R$ 10 mil;
- Custos variáveis em um mês — R$ 6 mil;
- Custo total — R$ 16 mil;
- Ticket médio — R$ 1,7 mil
- Ponto de equilíbrio — 9,4.