Capital de giro: o que é, como funciona e em que momento é necessário?

Empreendedores e gestores de uma empresa precisam entender e acompanhar diversos indicadores e métricas no negócio. Por isso, saber o que é capital de giro, como ele funciona e qual a necessidade de ter esse recurso é indispensável para uma boa gestão.

Afinal, o capital de giro ajuda a manter as atividades da sua empresa e evitar o endividamento. Assim, o cálculo e acompanhamento rotineiro servem para que a companhia tenha mais saúde financeira e lucratividade.

Quer aprender o que é capital de giro, quando ele é necessário e como calculá-lo? Continue a leitura deste artigo e saiba mais!

O que é capital de giro?

O capital de giro é um indicador do negócio que tem relação com a disponibilidade financeira para custear as despesas operacionais da sua empresa. Dessa forma, o montante pode ser entendido como uma reserva financeira da companhia.

É o capital de giro que arca com os custos do dia a dia: contas de serviços, aluguéis, pagamento de funcionários, fornecedores etc. Ele é o volume necessário de reserva financeira para pagar as operações da empresa e todo o custo com a atividade empresarial.

Uma confusão comum ocorre entre o capital de giro e os lucros obtidos pelo negócio. Porém, tenha em mente que eles são métricas completamente diferentes. O lucro diz respeito aos ganhos da companhia em determinado período após serem descontadas todas as despesas pagas.

Ou seja, o lucro é o valor que sobra como ganho após quitar as obrigações. Já o capital de giro deve estar presente no negócio mesmo antes da lucratividade. Afinal, para começar as operações e realizar os pagamentos, já é preciso ter uma reserva financeira, certo?

Para que serve o capital de giro?

Para entender melhor para que serve o capital de giro, pode ser interessante conhecer um exemplo prático desse indicador. Imagine que a sua empresa tem um total de R$ 20 mil em contas a pagar em determinado mês.

Nesse caso, é preciso que a companhia tenha à disposição como ativo, pelo menos, R$ 20 mil nesse período, correto? Esperar que ocorram vendas de produtos ou contratações de serviços para que o lucro seja utilizado nos pagamentos não é o cenário ideal. 

Afinal, elas podem não ser suficientes e sua empresa ficará vulnerável. Portanto, o capital de giro serve para garantir o pagamento das obrigações — como a quitação com fornecedores, despesas com folha de pagamento, custos com imóveis, entre outros. 

O principal benefício de ter capital de giro suficiente é garantir que todas as despesas operacionais do negócio sejam pagas sem recursos de terceiros. Com ele, não será necessário recorrer a empréstimos ou outras linhas de crédito, que trazem mais custos para o negócio.

Utilizar essas soluções pode trazer mais problemas financeiros caso elas não sejam corretamente estudadas. Afinal, a obtenção de crédito é uma situação comum nas empresas, mas deixar que essa necessidade seja recorrente pode ser um sinal de alerta para contratempos operacionais e financeiros.

Em qual momento o capital de giro é necessário e como efetuar o cálculo?

Como você percebeu, o capital de giro é uma reserva financeira indispensável para a manutenção das atividades da empresa. Então você deve saber como calcular a necessidade desse montante no período avaliado.

É comum que os gestores considerem apenas os passivos de curto prazo, ou seja, os pagamentos que devem ser feitos em um pequeno período. No entanto, o estudo sobre a necessidade de capital de giro deve ser mais completo para oferecer uma visão mais ampla da situação do negócio.

Nesse contexto, o cálculo pode seguir duas metodologias. Confira a seguir como elas funcionam:

Diferença entre o ativo circulante e o passivo circulante

Uma das formas de verificar a situação do capital de giro e, consequentemente, a sua necessidade, se dá pelo cálculo do CGL. A sigla significa capital de giro líquido e representa a diferença entre os ativos circulantes e os passivos circulantes.

Os ativos circulantes dizem respeito a toda reserva de capital da empresa, bens ou direitos que podem ser convertidos em dinheiro em curto prazo. Dessa maneira, eles são os recursos de alta liquidez do negócio.

Entre os exemplos mais comuns, estão:

  • dinheiro em caixa;
  • investimentos de curto prazo;
  • contas a receber em até 12 meses;
  • estoque;
  • matéria-prima.

Já os passivos circulantes são os pagamentos que devem ser realizados em curto prazo. Enquadra-se nessa categoria toda dívida que vence em até 12 meses e que deve ser quitada pela empresa. Alguns exemplos são:

  • pagamento de funcionários;
  • contas de serviço;
  • dívidas com fornecedores;
  • parcelas de empréstimos e financiamentos.

Para calcular o CGL com essas métricas, basta seguir a seguinte fórmula:

CGL = ativos circulantes – passivos circulantes

Caso o resultado seja positivo, significa que você consegue pagar as contas e ainda ter uma sobra. Ou seja, nesse período não há necessidade de mais capital de giro. Por outro lado, um número negativo significa que é preciso obter recursos para quitar as obrigações financeiras. 

Diferença entre os prazos de recebimento e de pagamento

Outra forma de verificar a necessidade de capital de giro se baseia nos prazos de recebimento e de pagamento da empresa. Para isso, é preciso encontrar dois indicadores referentes ao prazo médio.

O primeiro é o prazo médio de recebimentos. Ele corresponde a quanto tempo, em média, os devedores quitarão suas contas — como no caso de compras a prazo e parcelamentos.

Já o prazo médio de pagamentos diz respeito ao período médio dentro do qual a empresa deve quitar as suas dívidas. Para determinar esses dois indicadores, é possível considerar os períodos específicos em que se deseja avaliar o capital de giro.

Depois de encontrar essas médias, aplique a seguinte fórmula:

prazos médios de recebimento – prazos médios de pagamento

Se o resultado for um número positivo, isso significa que há necessidade de capital de giro, tendo em vista que as contas vencerão antes do prazo de recebimento da empresa.

Por outro lado, um número negativo indica que os recebimentos se darão antes dos pagamentos, então a empresa tem capacidade de quitação de suas obrigações.

Você conseguiu entender o que é o capital de giro, como ele funciona e como determinar a necessidade de recursos? Conhecendo esse indicador e o acompanhando recorrentemente na empresa, fica mais fácil evitar problemas financeiros e otimizar a gestão. 

Quer receber conteúdos exclusivos como esse diretamente no seu e-mail? Então assine a nossa newsletter!

Sistema de controle financeiro

Deixe seu comentário
Entre para nossa lista e receba conteúdos exclusivos e com prioridade