Como fazer da sua empresa uma franquia

Embora as franquias já existam no Brasil desde o final da década de 1970, esse modelo de negócio ainda é novidade para muitos empreendedores, tanto do lado de quem busca se tornar um franqueado quanto daqueles que desejam se tornar franqueadores. No último caso, muitas vezes os empresários já são bem-sucedidos nas suas áreas de atuação e percebem na franquia uma oportunidade de expansão do próprio negócio.

Contudo, mesmo sendo conhecedores do que fazem, por falta de informação específica, muitas vezes os candidatos a franqueadores acabam esbarrando em uma série de obstáculos, uns menores outros maiores, que dificultam que eles entrem nos negócios das franquias.

É preciso planejamento

De fato, a franquia é um modelo de negócio bastante experimentado pelo mercado e conta com o suporte de um grande volume de informações bastante úteis para que se faça um bom planejamento. A partir desse ponto, é possível alcançar uma expansão rápida e barata da empresa, agregando a ela a participação dos franqueados, que arcam com as despesas de instalação, implementação, impostos e salários de funcionários, entre outros gastos, em troca de uma participação na lucratividade do negócio que possa ser gerada pela unidade que administram.

Como parte desse planejamento que levará ao bom resultado como franqueador, é preciso trilhar um caminho que deve ser cuidadosamente analisado.

Primeiros passos para se tornar um franqueador

Antes de tudo, é preciso ter certeza de que a empresa está adequada para adotar o esquema de franquia na expansão. Para tanto, é preciso fazer uma análise sobre o tempo de existência da empresa, o faturamento, lucro, tipo de negócio ao qual se dedica, entre outros fatores que atestarão a real situação do negócio, tanto do ponto de vista financeiro quanto de presença no mercado.

Avaliação

Como critérios para avaliação se uma empresa está apta a entrar no mercado de franquias, é conveniente responder a algumas questões:

  • Os produtos ou serviços que a empresa oferece apresentam algum diferencial e são inovadores?
  • A forma como os produtos são fabricados ou os serviços são prestados é prática?
  • Existe uma boa logística que permite a distribuição de produtos ou de insumos de forma eficiente?
  • Os produtos ou formas de prestação de serviços têm patentes?
  • A marca está registrada?
  • As margens de faturamento e de lucro são boas?
  • O empresário conhece bastante o ramo ao qual se dedica?
  • É possível identificar no mercado franqueados com potencial financeiro e boa capacidade de gestão que queiram aderir ao negócio pelo modelo de franquia?

Contrato e manual

Respondidas essas questões, o que requer dedicação e cuidado especiais na avaliação, o empreendedor pode partir para a elaboração do contrato que vai reger o acordo entre a empresa e os franqueados. Ao mesmo tempo, pode elaborar o manual da franquia, que conterá todas as informações sobre utilização de marcas, missão e valores da empresa, estratégias de marketing e de gestão, formas de recrutamento e de treinamento de pessoal, layout e horários de funcionamento de lojas, exigências de manutenção de máquinas e de equipamentos, estrutura de atendimento e controle de estoque, entre outras.

A padronização do negócio

Toda boa franquia deve manter um padrão único de atendimento, de gestão e marketing, além de também padronizar os produtos ou os serviços, conforme o caso. Para tanto, é preciso que todos os procedimentos sejam formatados de maneira que possam ser assimilados e adotados pelos franqueados.

Geralmente, essa formatação só acontece após determinadas mudanças na maneira como a empresa atua. Quando essas mudanças são planejadas, é importante ter em mente que, de fato, a partir do negócio já existente, um novo negócio está sendo criado e ele deve ter em vista as próximas gerações e os cenários futuros, que certamente serão diferentes dos atuais.

Vantagens de ser um franqueador

Desde que uma empresa esteja de fato apta a se tornar franqueadora, optar por esse modelo como alternativa para a expansão do negócio apresenta uma série de vantagens. A começar pelos baixos custos, considerando que o franqueado assume grande parte das despesas de implantação da unidade que vai administrar, como já foi citado. Ao mesmo tempo, como esse modelo permite uma expansão rápida, por meio dele também é possível acelerar a consolidação da marca no mercado, uma vez que ela passará a ter visibilidade em mais unidades.

Justamente por causa do maior número de unidades, que significarão maior volume de negócios, é possível alcançar melhores preços junto aos fornecedores. Por fim, é preciso considerar que o franqueado é um empreendedor autônomo, que não tem nenhum vínculo empregatício com a empresa, o que também desonera o negócio.

Cuidados na seleção de franqueados

O estímulo gerado por tantos benefícios pode levar alguns empreendedores a confiar o negócio que custaram tanto para erguer a franqueados que não tenham sido selecionados criteriosamente, o que pode provocar sérios danos. Pessoas irresponsáveis, mal comportadas ou com histórico de negligência em outras atividades podem ser prejudiciais para o negócio, situação que pode perdurar até o final do contrato. Assim, o que poderia significar um conjunto de benefícios se torna uma grande dor de cabeça.

Portanto, selecionar criteriosamente os franqueados, buscando os perfis que tenham afinidade com a empresa e disposição em agregar valor a ela é o melhor a se fazer.

Se você ainda tem alguma dúvida sobre como transformar sua empresa em uma franquia, deixe aqui o seu comentário!

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