Como funciona o cheque especial e porque você deve evitar esse recurso?

Quem já não passou por algum aperto financeiro ou uma...

Quem já não passou por algum aperto financeiro ou uma situação de urgência relacionada ao dinheiro, não é mesmo? Nestes momentos, é bastante comum recorrermos a empréstimos e linhas de crédito, a fim de suprirmos nossa necessidade imediata e honrar compromissos financeiros firmados.

Porém, é importante lembrar que é justamente nestas horas que devemos agir com cautela e evitar cair em armadilhas financeiras e utilizar linhas de crédito sem fazer contas em relação ao custo total destes empréstimos – como é o caso do cheque especial.

O cheque especial costuma estar sempre disponível para clientes que possuam conta corrente e acesso a crédito, mas nem sempre contar com ele é uma boa opção. Continue a leitura do artigo de hoje  e entenda como funciona o cheque especial e o motivo pelo qual você deve evitar utilizar este recurso sempre que possível.

O que é e como funciona o cheque especial?

O cheque especial – também chamado De limite da conta corrente – é um crédito oferecido pelos bancos, que costuma estar pré-aprovado e disponível nas contas correntes dos clientes. Este, inclusive, é o principal benefício – e um dos maiores malefícios – do cheque especial.

Mas, por que malefício? Explicamos: o fato de o cheque especial estar sempre à disposição do consumidor que possui acesso a crédito pode ajudar – e muito – o correntista que esteja precisando de dinheiro de maneira imediata, mas também pode ocasionar diversos problemas, como o uso deste recurso sem conhecimento.

Isso ocorre porque, ao utilizar um valor maior do que você possui na conta corrente sem ser da conta – e tendo acesso ao cheque especial pré-aprovado, o correntista acaba ficando com saldo negativo e, automaticamente, entra no cheque especial. A partir deste momento, o banco pode lhe cobrar não apenas o valor devido, mas também juros altíssimos pelo uso da linha de crédito.

Por que o cheque especial não é uma boa opção?

Apesar de parecer uma opção interessante e tentadora em momentos de necessidade, o cheque especial deve ser evitado sempre que possível. Isso porque esta modalidade de crédito tem os juros mais altos do mercado brasileiro, e tem o poder de transformar uma pequena divida em uma grande bola de neve.

De acordo o Banco Central (BC), a taxa média de juros do cheque especial no mês de maio de 2018 chegou a 311% ao ano – quase 48 vezes maior que a taxa básica de juros (Selic), que se encontrava no patamar de 6,5% ao ano naquele mês. Impressionante, não é mesmo?

Agora imagine que você deva R$ 1.000,00 em cheque especial e, por algum motivo, não consiga quitar esta dívida, mantendo-a por um ano. Isso significa que, ao final deste período, você estará devendo ao banco cerca de R$ 3.100,00, e não mais o valor inicial.

A cobrança de juros altíssimos ocorre porque, como o cliente sai do cheque especial apenas quando quita sua dívida com o banco, a instituição financeira não tem como saber quando receberá aquele montante emprestado. Para compensar esta situação de risco, os bancos optam por cobrar taxas de juros bastante elevadas – que podem causar inúmeros transtornos ao consumidor menos atente.

Por isso, na hora do aperto, procure levar em consideração estas informações sobre o cheque especial e verifique se, de fato, este é o melhor empréstimo que você poderia tomar. Faça contas, planeje-se e evite tomar decisões por impulso.

Alternativas ao cheque especial

Se tomar um empréstimo for uma necessidade, saiba que existem algumas alternativas ao cheque especial, que costumam ser menos prejudiciais ao bolso do consumidor. Contratar um empréstimo consignado ou um empréstimo pessoal, por exemplo, são algumas das possibilidades para quem precisa de dinheiro.

O empréstimo consignado, por exemplo, possui taxas de juros mais baixas e prazos mais elásticos, que possibilita ao consumidor realizar pagamentos em parcelas mais baixas por um tempo maior. Esta característica pode ajudar a aliviar o orçamento de quem está precisando de dinheiro e evitar que se caia em armadilhas ou se forme uma imensa bola de neve de dívidas em um momento financeiro delicado.

O empréstimo pessoal, por sua vez, costuma ter condições mais atrativas que o cheque especial, embora também cobre taxas de juros bastante altas. Para quem tem acesso a crédito e precisa do dinheiro, no entanto, este tipo de empréstimo pode ser uma opção e uma alternativa ao cheque especial.

A importância da organização financeira

Para evitar passar por sufocos financeiros e não precisar recorrer a empréstimos, é imprescindível dar atenção especial à organização e ao planejamento financeiro. Por meio de uma organização efetiva do seu dinheiro, é possível se antecipar aos momentos de aperto e não precisar cair no cheque especial ou em outro tipo de empréstimo.

Uma boa alternativa é manter sempre uma reserva de emergência – que nada mais é que uma reserva de dinheiro disponível para eventualidades e necessidades. Com um bom planejamento financeiro e hábitos financeiros mais saudáveis, você consegue manter suas finanças em ordem e escapar de quaisquer armadilhas relacionadas aos empréstimos e financiamentos e seus respectivos juros – cada vez mais altos.

Mantenha seu dinheiro sob controle e sempre equilibre suas contas. Esta é, sem dúvida, a melhor alternativa para ter uma vida financeira muito mais saudável e bem distante dos fantasmas do cheque especial.

E você, já precisou utilizar o cheque especial em algum momento da sua vida? Deixe seu comentário e nos conte esta experiência!


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