Como superar as dívidas e a falta de capital de giro?

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Ausência de uma política sólida de incentivo ao empreendedorismo, 14ª maior carga tributária do mundo e um dos líderes no ranking dos países mais burocráticos do planeta: são muitos obstáculos a serem superados por quem quer ser um empresário de sucesso no Brasil.

 

Como se não bastasse, o improviso e a falta de conhecimentos básicos em áreas essenciais na administração de um negócio (como Finanças, Gestão Estratégica, Marketing e Legislação) tornam ainda mais árduo o caminho de quem abriu sua própria empresa, mas não consegue fazer dela um organismo “autossustentável”.

 

Hoje vamos escrever aos empreendedores que estão presos na lama da crise econômica nacional e não conseguem crescer com solidez, por endividamento ou falta de capital de giro. “Faça o que sempre fez e continuará obtendo o que sempre obteve”: chegou a hora de sair dessa espiral. Acompanhe:

 

O que é capital de giro

O capital de giro é o montante que uma empresa deve ter, desde o momento de abertura de suas portas, necessário para:

  • Financiar clientes (compras a prazo);
  • Manter nível dos estoques;
  • Pagamento de tributos;
  • Pagamento de salários e outros custos fixos ou variáveis;

 

Entenda que você e a sua empresa são pessoas diferentes

Segundo uma pesquisa feita em setembro deste ano pelo IBGE, 52,5% das empresas baixam as portas em, no máximo, 4 anos. Isso ocorre, em muitos casos, pela má administração do capital de giro. Entre os erros mais comuns cometidos no gerenciamento desse recurso, vale a pena citar a negligência de alguns empreendedores, que fazem movimentações constantes de capital entre contas pessoais e conta de pessoa jurídica, gerando uma confusão patrimonial difícil de ser compreendida e controlada no médio prazo. A primeira recomendação é: separe suas contas.

 

Estoque parado é dinheiro perdido

Além da fusão entre contas, outro rastro de má administração de recursos é a incapacidade do gestor em dimensionar seus estoques. Existem diversos estudos sobre Gestão de Estoques que ensinam o administrador a lidar com cálculos de Ponto de Pedido, Estoque Mínimo e Estoque de Segurança, avaliação do Índice de Rotatividade dos Estoques, etc. Todo o estudo em torno dessa questão se dá porque estoque custa caro para ser adquirido e é ainda mais caro de ser mantido (quanto mais estoque a empresa tiver, mais capital de giro será necessário para provê-lo). O estoque deve ser mantido no nível mínimo para o funcionamento da empresa para não desperdiçar capital de giro desnecessariamente.

 

Fluxo de caixa também pode ser prejudicial

Diferentemente do que o senso comum nos indica, dinheiro parado também é prejuízo. Dessa maneira, evite essa situação priorizando compras à vista. Essa metodologia é mais perspicaz, já que faz com que a empresa pague menos na aquisição de mercadorias (descontos), além de aumentar o estoque a custo menor.

 

Capital de giro: se você não tem, aprenda a fabricá-lo

Se todos esses erros já foram cometidos e você não tem mais capital de giro ou, pior do que isso, mergulhou em dívidas para tentar se financiar, vamos a algumas dicas de como sanar a situação de seu negócio e impedir que ele engrosse as estatísticas do IBGE:

 

Adiantamento de recebíveis

Há ainda créditos a serem obtidos no próximo mês (vendas a prazo)? Então, em caso de urgência, é possível solicitar o adiantamento de recebíveis, por cheque ou qualquer outro meio de pagamento. Óbvio que o banco vai descontar uma taxa por esse procedimento, mas será inferior aos juros cobrados em um empréstimo.

 

Conta garantida

Trata-se de um crédito rotativo, em que uma garantia (cheques, duplicatas, investimentos, hipoteca, recebíveis de cartão de crédito) é apresentada ao banco para subsidiar a liberação de um determinado valor. As taxas cobradas também são inferiores às de um empréstimo comum.

 

Renegociação de dívidas com bancos

Parece óbvio, mas a maioria das pessoas prefere se omitir a buscar uma solução objetiva perante o banco. O que muitas delas não sabem é que sentar-se com o gerente para sanar o débito pode resultar emdescontos de até 95% do montante devido. A explicação é lógica: para o banco, é melhor receber algo do que não receber nada.

 

Renegociação de prazos de pagamento com fornecedores

Aqui está a importância de cultivar uma relação de longo prazo com seus fornecedores, no melhor estilo dos princípios do Supply Chain Management. Busque seus fornecedores em situação financeira mais confortável para alongar prazos de pagamento ou renegociar por completo alguns contratos de provisão de matérias-primas.

 

Foco no aumento de vendas que envolvam pagamento de curto prazo

Se a sua empresa trabalha com um portfólio variado de produtos ou serviços, certamente existem os de mais alto valor (geralmente adquiridos a prazo) e os de menor preço final (com maior fluxo de venda à vista). Busque fortalecer prioritariamente a venda de produtos ou serviços que tragam receitas de forma imediata à empresa.

 

Informatize o controle financeiro

Muitos gestores desconhecem, mas já existem no mercado alguns softwares de excelência em gerenciamento de finanças (pessoais ou empresariais), que certamente ajudarão o administrador a organizar melhor suas contas a pagar e recebíveis. Se você não conhecer bem o inimigo, será impossível derrotá-lo, concorda? Invista, portanto, em soluções que possibilitem a você ter uma visão clara sobre a contabilidade de seu negócio, visualizando sua situação financeira em todos os bancos (através de uma única plataforma, e em uma única tela), bem como acompanhamento de metas, geração de relatórios e gráficos diversos, etc.

 

Percebeu que ajustar suas finanças e retomar o fluxo de seu capital de giro é possível? Basta escolher as ferramentas e estratégias adequadas e, é claro, sem se esquecer de investir em soluções de TI para melhorar seu gerenciamento de contas. Caso tenha ficado com alguma dúvida, deixe uma mensagem abaixo e poderemos lhe auxiliar com outras dicas essenciais! Sucesso e até breve!

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