Como usar a criatividade a favor da empresa (e como ser mais criativo)?

Se compararmos a visão dos empreendedores durante os primórdios das...

Se compararmos a visão dos empreendedores durante os primórdios das teorias da administração até os dias atuais, perceberemos uma mudança radical de posicionamento, principalmente no que se refere ao relacionamento com seus colaboradores.

Em um primeiro momento, durante o taylorismo, as empresas entendiam que os funcionários deveriam se limitar a exercer tarefas extremamente repetitivas, sem participação ou influencia nenhuma nas decisões da cúpula empresarial. Basicamente, se tratava de uma gestão que cortava totalmente a criatividade.

Hoje, com uma visão mais humanizada, o modelo preponderante de administração adotado pelas organizações tem buscado a sinergia entre a direção e os seus funcionários, que agora apresentam sugestões e participam mais ativamente da gestão do empreendimento. Afinal de contas, boas ideias podem surgir de qualquer lugar e, se considerarmos que os colaboradores estão na linha de frente da empresa, certamente poderão contribuir muito para ajudar a cúpula empresarial a repensar seus produtos, serviços e processos. Nesse ambiente social, a criatividade costuma entrar em ebulição.

Por que o empresário deve apostar na criatividade?

O fato? Mergulhadas em nichos cada vez mais competitivos, as organizações precisam pensar fora da caixa para conseguir sua fatia de mercado. A criatividade não vem do capital ou de qualquer implemento tecnológico, mas sim do capital humano. Por isso, devemos manter um solo frutífero para as boas ideias. Nesse post, abordaremos as principais vantagens trazidas pela criatividade para uma organização, e como fazer para que o ambiente interno se torne mais criativo. Confira em seguida!

Criatividade: uma questão de cultura organizacional

Muitos acreditam que a criatividade é uma característica privativa de setores como a comunicação social, a publicidade e o marketing. No entanto, é preciso ter em mente que essa é uma qualidade que pode influenciar na empresa como um todo. Isso porque devemos considerar que todos os setores da empresa são interdependentes e, por isso, inovações em determinados processos podem afetar toda a estrutura.

Quer um exemplo? Vamos pensar em departamentos como o financeiro e o de vendas. Uma solução criativa na hora de pagar uma dívida, por exemplo, pode fazer com que a empresa fique em dia com suas contas e não precise recorrer a financiamentos. Uma abordagem criativa voltada ao consumidor pode trazer um aumento no volume de vendas ou a fidelização de clientes. Observamos que, em ambos os casos, setores que tradicionalmente não são tidos como criativos podem implementar inovações que venham a afetar toda a organização.

Afinal, o que é criatividade?

A criatividade deve ser vista como um processo que eventualmente culmina em uma inovação. Sabemos que nem todas as ideias que acabam surgindo ao longo do dia têm potencial para serem aproveitadas de forma útil. Por outro lado, a inovação é uma ideia de sucesso já acabada e pronta para ser implementada. É preciso ter em mente que o processo criativo tem por base uma postura questionadora, ou seja, a utilização frequente de expressões como “por quê” e “e se”.

Por que incentivar a criatividade?

Na maior parte das vezes, grandes ideias e pequenos detalhes que podem trazer para a empresa um diferencial capaz de torná-la mais competitiva no mercado não são perceptíveis de imediato. Isso faz com que, em algumas situações, só possam ser notadas em um plano operacional pelos funcionários e colaboradores que atuam na “linha de frente” e têm um conhecimento especializado e reiterado na tarefa. A descentralização do processo criativo faz com que essas ideias não sejam desperdiçadas.

Como incentivar a criatividade

As mencionadas conclusões não passaram desapercebidas no mundo dos negócios e muitas empresas que adotam um modelo de gestão mais moderno e dinâmico já trabalham desta forma há algum tempo. A título de exemplo podemos citar as empresas de tecnologia do chamado Vale do Silício na Califórnia, cuja experiência serviu de inspiração e tem sido exportada e adaptada por empresas em todo o mundo.

O que podemos aprender com esse modelo é que, por vezes, o excesso de formalismo acaba bloqueando o fluxo livre de pessoas e ideias e, consequentemente, um ambiente favorável ao exercício da criatividade. Nesse sentido, um espaço físico mais aberto sem salas fechadas e paredes isolando membros da diretoria e da gerência pode ajudar a mudar esse quadro. Outra postura que pode ser adotada é a de não criticar ou penalizar o colaborador por ser criativo, mas, ao contrário, premiá-lo por boas ideias e inovações.

Um funcionário questionador e criativo que exerça suas funções em um ambiente no qual a criatividade é incentivada pode trazer para a empresa ideias valiosas que impactam positivamente não só o setor de origem, mas toda a organização. É importante ressaltar, ainda, que um ambiente criativo não significa que os procedimentos sejam abolidos, já que a criatividade deve ser balizada pela utilidade e pela oportunidade criada pela necessidade de melhoria.

Pronto para deixar a criatividade dos seus funcionários fluir? Pensar fora da caixa pode trazer inúmeros benefícios! Acompanhe mais dicas do Organizze no nosso Facebook e aqui no blog!


Deixe seu comentário