Gestão fiscal para pequenas e médias empresas: entenda as melhores práticas

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Todo empresário sabe que ficar em dia com o fisco é uma obrigação que recai sobre empresas de todos os portes. Mesmo assim, a falta de planejamento fiscal ainda é um problema que leva muitas empresas de pequeno e médio porte à falência.

 

E não poderia ser diferente, afinal o recolhimento de tributos representa uma grande parte dos gastos de uma empresa, o que significa que um mal planejamento tributário pode expor as empresas a multas e sanções inesperadas, além de gastos desnecessários que comprometem a sua lucratividade.

 

Mas por que a gestão fiscal para pequenas e médias empresas é tão importante?

 

Em primeiro lugar é importante deixarmos o conceito bem claro. A gestão fiscal é área de uma empresa que lida com tudo ao que está relacionado com tributação, o que inclui atividades como o planejamento tributário, escrituração fiscal, a escolha do melhor regime tributário (Lucro Real, Lucro Presumido, Simples, MEI), o pagamento de impostos, acompanhamento dos prazos e calendário do fisco, etc.

 

A principal função da gestão fiscal é atuar de forma preventiva para manter uma empresa dentro da lei, realizando procedimentos obrigatórios e respeitando prazos a fim de evitar complicações tributárias como multas e sanções.

 

Além disso, como foi dito anteriormente, os tributos representam uma parcela importante dos gastos de uma empresa, por essa razão a falta de uma estratégia adequada para lidar com as questões fiscais pode acabar impactando negativamente os resultados da empresa. A simples escolha de um regime tributário mais adequado, por exemplo, pode ter impactos substanciais na lucratividade de um negócio.

 

Mas qual a melhor forma de realizar a gestão fiscal da sua empresa?

 

Separamos algumas práticas que podem lhe ajudar gerenciar melhor os tributos de pequenas e médias empresas. Confira a seguir!

 

Dedique um tempo para conhecer melhor o assunto

 

Por mais que o gestor na maioria das vezes não seja a pessoa que vai se ocupar diretamente da gestão fiscal, é muito importante que ele conheça do assunto. Embora o papel do contador seja orientar o gestor sobre as melhores alternativas existentes, algumas decisões terão de ser tomadas, invariavelmente, pelo próprio gestor.

 

Um bom início é ficar por dentro dos impostos que irão incidir sobre o seu negócio. Os impostos são taxas pagas para o governo compostas basicamente por três elementos: fator gerador (motivo da cobrança), valor de referência e a alíquota (percentual que incide sobre o motivo de cobrança).

 

Existem alíquotas municipais, estaduais e federais que incidem de forma distinta sobre cada setor. Dentro os impostos federais podemos citar o PIS, COFINS, IPI, IRPJ, CSLL. Entre os estaduais o ICMS e o ISS, sem contar as contribuições da previdência.

 

É importante que o gestor dedique o seu tempo para saber analisar um Balanço Patrimonial ou um Demonstrativo Do Resultado do Exercício e que esteja preparado para tomar decisões que pertencem ao universo tributário.

 

Utilize ferramentas adequadas

 

Boa parte da tributação da sua empresa é calculada levando em consideração os documentos fiscais. Por essa razão é fundamental que as entradas e saídas sejam devidamente registradas e sejam facilmente acessadas sempre que necessário.

 

Muitos sistemas de gestão financeira atualmente são integrados aos sistemas de fisco, garantindo um maior controle, organização e otimização do uso dos recursos. Além disso, o uso do sistema ajuda a sua empresa a não perder o prazo dos documentos fiscais, evitando multas e outras complicações.

 

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Fique atento aos benefícios fiscais

 

Volta e meia o estado concede incentivos fiscais, ou seja, reduções em determinados tributos para setores específicos com o intuito de aquecer a economia. É preciso ficar sempre atento a esses anúncios, uma vez que eles podem representar grandes oportunidades para a empresa investir em novas tecnologias, em ampliação e estratégias para se consolidar no mercado.

 

Infelizmente muitas empresas acabam não usufruindo desses incentivos mera falta de informação.

 

Escolhe o regime tributário adequado

 

Empresas que optam por regimes tributários inadequados podem acabar pagando mais impostos do que é necessário e comprometendo sua lucratividade. O Simples Nacional, por exemplo, é uma modalidade de regime tributário que pode ser implementado em empresas com o faturamento anual de até 3,6 milhões de reais, na qual todos os impostos são recolhidos em uma única guia.

 

O Lucro Presumido, voltado para negócios que faturam até 78 milhões de reais por ano, acaba sendo vantajoso para empresas com grandes taxas de lucros e baixos custos operacionais.

 

O Lucro Real é o regime tributário para as empresas que faturam mais de 78 milhões por ano e geralmente é adotado por empresas que tem baixa lucratividade e altos custos operacionais.

 

Mantenha seus documentos organizados

 

Para manter a sua empresa operando de acordo com a lei, a contabilidade vai precisar de diversos documentos, alguns mensalmente, outros anualmente, entre eles extratos bancários, notas fiscais emitidas, recibos de pagamentos, entre inúmeros outros. Por isso é importante que a organização seja uma palavra sempre presente no seu setor financeiro.

 

A nota fiscal eletrônica já é obrigatória na maioria dos setores e acaba tornando a organização de todo o processo muito mais simples.

 

Conte com auxílio de profissionais qualificados

 

O contador é uma figura muito importante pra qualquer negócio. O seu conhecimento sobre a legislação vai guiar a sua empresa pelos melhores caminhos a serem seguidos de acordo com as características de cada negócio.

 

Além de garantir o cumprimento da lei, o contador auxilia os empresários a montar a sua estratégia fiscal e garantir que ela seja o mais eficiente possível para o negócio.

 

Gostou das nossas dicas sobre gestão fiscal para pequenas e médias empresas? Como esse processo está acontecendo na sua empresa atualmente? Compartilhe conosco as suas experiências!

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