Investir na sua empresa: isso garantirá o seu futuro?

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Montar o próprio negócio é o sonho de muitos brasileiros, mas será que investir na empresa é a melhor alternativa para se alcançar a independência financeira?

 

De que adiantaria, por exemplo, ter um estabelecimento com uma rentabilidade abaixo da poupança, se a caderneta possui um risco menor, concorda? Veja, no post de hoje, o que considerar antes de investir na empresa.

 

Onde aplicar seu suado dinheiro?

Muitas pessoas economizam por bastante tempo para poupar e, com essa reserva financeira, fazer um investimento que garanta uma renda satisfatória por vários anos. Alguns optam por usar o dinheiro poupado para montar um negócio próprio, afinal, com isso deixariam de ser empregados para se tornarem patrões. Porém, o que muita gente não avalia é se o esforço para investir na empresa compensa de fato em termos financeiros.

 

Quando falamos sobre investimentos, seja de renda fixa ou de renda variável, como no caso de um negócio, precisamos pensar no chamado custo de oportunidade. Por exemplo, se você possui R$ 10.000 na poupança convencional, que rende 7,5% ao ano, no final de doze meses teria um ganho de R$ 750. Portanto, para aproveitar outra oportunidade, ela teria que superar esse custo. Note que você não precisaria fazer nada para que o dinheiro rendesse essa porcentagem, apenas teria que deixar a quantia depositada no banco.

 

Logo, se você fosse investir na empresa os mesmos R$ 10.000, teria que esperar uma rentabilidade maior do que a oferecida pela poupança, já que o risco de colocar o dinheiro num negócio próprio é maior. Afinal, você não terá a certeza de que receberá o recurso de volta.

 

Investir na empresa ou em outras aplicações?

Empreendedores que já estão há algum tempo no mercado nem sempre enxergam o negócio próprio como um investimento de longo prazo, por exemplo, para a aposentadoria. É comum empresários se preocuparem com a lucratividade do negócio para retirar um valor fixo ou um pró-labore por mês — que favoreça uma boa condição de vida — embora se esqueçam de medir a rentabilidade da empresa.

 

Saiba que, se você não monitora as contas do seu negócio, pode até conseguir um “salário” satisfatório por mês, mas, ainda assim, poderia ganhar mais se o valor fosse investido em uma aplicação financeira que tivesse uma rentabilidade maior do que a alcançada no estabelecimento.

 

Quando for decidir se vale a pena investir na empresa ou em uma aplicação financeira, você deverá avaliar a relação de risco e de potencial de ganho. Por exemplo, há investimentos de renda fixa que oferecem juros de 10% a 15% ao ano, como o Tesouro Direto e o Certificado de Depósito Bancário (CDB), com baixo risco e relativa alta liquidez (facilidade para transformar o ativo em dinheiro que possa ser utilizado).

 

Já investimentos em ações podem render as mesmas porcentagens, em questões de dias ou semanas, embora possuam alta risco, inclusive, de perda do capital original. Com base nas opções de investimento que o mercado oferece, em termos de risco e de retorno, você deverá avaliar se vale a pena investir na empresa.

 

Como calcular a lucratividade e a rentabilidade?

Para poder fazer comparações precisas, você deve descobrir a lucratividade e a rentabilidade do negócio. O lucro líquido é o valor que sobra após descontados os custos de produção (por exemplo, matéria-prima), as despesas (mão de obra, energia etc.) e os impostos. A Lucratividade = (Lucro Líquido / Receita Total) x 100. Com você pode ver, ela é mostrada em porcentagem sobre a receita. A lucratividade é um indicador de eficiência operacional da empresa, ligado principalmente às vendas. Você deve ter em mente que um negócio lucrativo pode não ser, necessariamente, rentável.

 

A rentabilidade tem a ver com a expectativa de retorno financeiro sobre o capital investido inicialmente na empresa, além do tempo esperado para que o negócio “se pague”. Rentabilidade = (Lucro Líquido / Valor Investido) x 100. Vamos supor que um negócio teve lucro líquido mensal de R$ 5 mil e o que o investimento inicial foi de R$ 100 mil. Nesse caso, a rentabilidade seria de 5% ao mês, portanto, bem acima dos cerca de 0,75% que a poupança rende mensalmente.

 

Como calcular o retorno sobre o investimento?

Você deve saber que investir na empresa tem algumas peculiaridades. Afinal, nos meses iniciais de um negócio é comum o fluxo de caixa apresentar resultado negativo, ou seja, os valores das saídas serem maiores do que os das entradas. Porém, à medida que a empresa se firma no mercado, a tendência é de que o resultado se torne positivo, inclusive, com lucros. Logo, se um negócio for bem gerido, é normal esperar que a rentabilidade dele aumente no decorrer do tempo.

 

E como calcular o tempo para que o negócio se pague ou o chamado “pay back”? Bem, nesse caso, devemos saber o prazo para que haja o retorno sobre o investimento. Para tanto, devemos dividir o investimento inicial pelo lucro de determinado período. Por exemplo, se o capital original da empresa foi de R$ 50 mil e a média de lucro mensal é de R$ 5 mil, saberemos que o tempo para que o negócio se pague é de 10 meses. Na hora de montar um plano de negócio para abrir uma empresa, ter ao menos uma noção prévia do tempo necessário para retorno sobre o investimento inicial é fundamental para boa tomada de decisão.

 

Investir na empresa ou em uma aplicação financeira dependerá da rentabilidade. Geralmente, espera-se que um negócio renda de duas a três vezes mais do que um investimento seguro de renda fixa, como um CDB. Apenas com uma rentabilidade maior do a que de uma aplicação financeira segura você poderá de fato dizer que seu trabalho é um investimento para garantir a independência financeira no futuro.

 

E agora, o que você pretende fazer com seus recursos? Vai investir na empresa ou em outra aplicação? Deixe sua opinião aqui nos comentários!

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