Ter um sócio é o melhor para o seu negócio?

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Quando se tem uma ideia para um novo negócio, em geral, uma dúvida paira na cabeça do empresário: ter ou não ter um sócio para tocarem juntos os negócios? Afinal, uma boa parceira pode complementar as qualidades e aptidões que um dos sócios não tenha, além de somar forças e ideias, para levar a empresa ao sucesso.

 

Parcerias podem ser uma ótima ideia e surtir efeitos positivos, porém quem é bem-sucedido em uma sociedade empresarial conhece os riscos dessa empreitada, as vantagens e como gerenciar a situação para ter ganhos com ela. Mas quais são esses prós e contras? Abrir um negócio em sociedade é realmente uma boa opção? Quando a parceria pode ser prejudicial a um empreendimento?

 

Para sanar suas dúvidas sobre o tema, vamos abordar a seguir os principais benefícios e inconveniências nas situações de se abrir um negócio sozinho ou em sociedade. Confira e descubra qual a melhor opção para você.

 

Abrindo um negócio em sociedade: fique atento a cada detalhe e saiba lidar com a situação

Soma de habilidades e conhecimentos

Quando a gestão de um negócio é compartilhada com outra pessoa, ou ainda com mais de um sócio, dividem-se também as responsabilidades e os encargos relacionados. As qualidades de cada um devem ser avaliadas e, a partir daí, definir muito bem quais serão os deveres e as tarefas que este ou aquele sócio terá. Isso será relevante para potencializar ao máximo as capacidades individuais e tirar as melhores vantagens para a empresa.

 

A escolha do sócio

Se a sua decisão se inclinar a um negócio como uma parceria de trabalho, o sócio deve ser escolhido segundo as afinidades pessoais. Afinal, não é possível ter harmonia no local de trabalho com alguém com quem você não se dá bem. Mas não é só isso: um fator preponderante que não deve ser nunca esquecido é que a parceria deve ser alinhada em relação ao comprometimento com o negócio que é levado adiante. Por isso é preciso optar por um sócio também, e principalmente, de acordo com a competência, a confiança e as qualificações que ele apresenta.

 

Se você não possui todos os conhecimentos agregados necessários para fazer seu negócio decolar, e se verificar que é melhor diminuir os riscos de sua empresa no segmento de mercado onde pretende atuar, pode ser uma boa estratégia se associar a uma ou mais pessoas que tenham essa experiência e perícia no assunto. Inclusive, expertises distintas e complementares dinamizam o negócio e aumentam as chances de ele dar certo. E, como os conhecimentos são diferenciados, talvez com isso fique mais fácil na divisão de papéis e participação dos sócios à frente de setores específicos da empresa, diminuindo eventuais desavenças e sobreposição de funções.

 

Divisão de lucros

Mais de um sócio é também garantia de se ter mais dinheiro para que o investimento inicial seja alcançado. No entanto, os lucros obtidos serão repartidos conforme um acordo, dependendo quando cada sócio investiu na ideia ou conseguiu dinheiro para isso. A análise de resultados e a organização quanto ao controle das finanças, gastos e prestação de contas deverão ser mais precisas e eficientes, o que exigirá um investimento maior em funcionários, ou terceirização para cumprir essas metas.

 

Captação de investimentos

Mais pessoas são capazes de angariar mais fundos para a criação de uma empresa, venham estes de reservas pessoais ou de instituições maiores. Porém, mais importante do que o capital, é importante encontrar meios de fazer com que ele seja aplicado de maneira correta.

 

Tomadas de decisões

Além disso, de acordo com o que fora combinado inicialmente, o poder será mais ou menos repartido entre os sócios, havendo inevitavelmente interferências quanto à tomada das decisões mais importantes, mesmo que cada um cumpra um função pré-determinada.

 

É comum haver discussões e divergências, portanto, ao ter uma sociedade empresarial é preciso ser flexível, aberto ao diálogo e saber fundamentar a argumentação. Lembre-se de que decisões, para serem acertadas, precisam ter base nos números da gestão e do mercado no qual o empreendimento se inclui. Isso garante que os sócios não façam escolhas insensatas.

 

Quando devo firmar uma sociedade?

Se você não tem tempo e habilidade para cumprir todas as tarefas relacionadas à abertura e condução de um negócio, se associe a alguém para ser mais produtivo! Planejamento, marketing, finanças, melhorias na oferta do produto ou serviço, contratações são apenas alguns dos pontos que devem ser muito bem gerenciados em uma empresa. Portanto, pense bem se você pode comandar tudo isso sozinho.

 

Também vale destacar que se juntar à outra pessoa faz com que você pense diferente, reavalie projeções e planos, e não fique apenas apegado a uma ideia. Lembre-se ainda de firmar uma sociedade com um contrato, definindo o pro labore de cada parceiro, suas participações e obrigações. Para dar certo, uma sociedade precisa de cabeças que acreditem no mesmo projeto e queiram levá-lo ao sucesso.

 

Abrindo um negócio sozinho: esteja pronto para carregar toda a responsabilidade

 

Investimento em mãos, ideia fora do papel

Quando se tem todo o capital para colocar para frente sua ideia de negócio, tendo inclusive o capital de giro planejado e resguardado, talvez seja interessante tocar o empreendimento sozinho. Desse modo, apesar de distribuir parte dos resultados com os funcionários, os lucros e rendimentos proporcionais poderão ser maiores, visto que você estará desacompanhado à frente dos negócios.

 

Comprometimento total

Ao mesmo tempo em que você terá total poder de decisão sobre as transações e necessidades da empresa, você será o único a encarar as principais responsabilidades e terá que lidar sozinho com eventuais reveses do mercado. Parte dos encargos poderá ser delegada a alguns funcionários que sejam mais qualificados, porém sua carga de trabalho será maior, seu compromisso com o empreendimento deverá ser irrestrito e seu desempenho será determinante para o sucesso da empresa.

 

Administração rigorosa

Qualquer impacto financeiro será sentido, nesse caso, sobretudo por aquele que persiste solitariamente no comando do negócio. Cabe ao empreendedor gerir com responsabilidade, utilizando softwares e aplicativos que facilitem a tarefa. Além disso, caso não tenha um amplo conhecimento do mercado ou de finanças, vale pedir ajuda a um consultor, pelo menos no início.

 

Formatos de empreendimento individual

Basicamente, o empresário individual pode se formalizar sob a figura de Empresário Individual; Empresa Individual de Responsabilidade Limitada (EIRELI) ou Empreendedor Individual.

 

A forma “Empresário Individual” é para aquele empreendedor que exerce em nome próprio sua atividade e por isso responde ilimitadamente com seus bens pessoais, em caso de algum déficit financeiro. Já a “Empresa Individual de Responsabilidade Limitada” permite que o empresário individual que responda a eventuais obrigações com credores de modo restrito ao capital social, que seria de no mínimo 100 vezes o valor do salário mínimo. Mesmo sem correr o risco de onerar todos os bens pessoais, no caso dessa pessoa jurídica de único titular, é óbvio que o empresário será afetado com parte de seu patrimônio pessoal, visto que será dele próprio o capital a ser integralizado. E, no caso do “Empreendedor Individual”, há várias restrições, como, por exemplo, não poder participar de outra empresa como sócio ou titular, bem como ter faturamento máximo anual de R$ 60.000,00 (sessenta mil reais).

 

Quando devo abrir meu empreendimento individual?

Caso tenha disponibilidade, conhecimento, capital, responsabilidade e organização para tocar tudo de forma independente, arrisque-se no empreendimento individual! Mas antes planeje como será seu crescimento e como realizará cada tarefa.

 

Mesmo que seja focado em seus conceitos e vontades e assim não queira se associar a alguém, não descarte essa ideia no futuro. Pode ser que posteriormente precise de serviços terceirizados que poderiam ser supridos com a entrada de um sócio, além de que parcerias ou fusões empresariais tornam o negócio mais forte para ganhar uma fatia no mercado.

 

Como tudo na vida, ter ou não ter um sócio nos negócios tem prós e contras. Antes de colocar suas ideias empresariais em prática, avalie o que é melhor para sua iniciativa, decida-se e coloque seu empreendimento para prosperar!

 

Já escolheu como abrirá seu negócio? Conhece como é uma sociedade e um empreendimento solitário? Compartilhe suas opiniões!

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