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Qual é o custo real de um funcionário? Entenda!

Lu

Por: Redação Controlle

27 de novembro de 2023

6min

Você conhece o custo de um funcionário? Veja quais são os gastos relacionados aos colaboradores em diferentes regimes de trabalho!

Quem tem um empreendimento deve saber que o custo de um funcionário precisa ser considerado durante o planejamento financeiro. Afinal, o contrato de trabalho gera um gasto recorrente e que traz impactos para os resultados do negócio e para a gestão empresarial.

Portanto, o empreendedor deve conhecer os custos relacionados aos colaboradores e como calculá-los corretamente. Assim, é possível ter mais efetividade ao se planejar e realizar os pagamentos, além de cuidar melhor da gestão financeira.

Quer saber qual é o custo de um funcionário em diferentes regimes tributários? Então acompanhe a leitura!

Quais são os principais custos com funcionários?

Os funcionários geram diferentes custos para uma empresa, incluindo o salário mensal, mas não se limitando a ele. Veja abaixo quais são os principais!

Salário

O principal custo de um funcionário é o salário, que consiste em uma remuneração recorrente, paga todos os meses pelo trabalho realizado. É essencial observar que existem regras específicas a serem seguidas em relação a esse fator.

Entre elas, estão o salário mínimo definido pelo Governo Federal e os possíveis pisos salariais estabelecidos por convenções coletivas. 

Hora extraordinária

No Brasil, a jornada de trabalho é limitada por lei, com uma jornada padrão de 8 horas por dia e 44 horas por semana. No entanto, quando um funcionário trabalha além desses limites, ele tem direito a receber horas extras — que devem ser remuneradas com um adicional de, pelo menos, 50% sobre o valor do salário normal. 

Férias

Outro custo associado aos funcionários é o pagamento das férias. Durante o período de descanso, o empregador deve pagar o salário normal do funcionário. Ademais, um terço constitucional deve ser acrescido ao valor da remuneração nesse período. 

Décimo terceiro

O décimo terceiro salário, também conhecido como gratificação natalina, é outro custo adicional. Ele deve ser pago em duas parcelas durante o ano, com a primeira até 30 de novembro e a segunda até 20 de dezembro.

Vale-transporte

Se um funcionário solicitar o vale-transporte, 6% do seu salário pode ser descontado para custear esse benefício, sendo que a empresa cobre o restante do valor — se houver. Entretanto, caso o empregado não utilize transporte público e sinalize isso por escrito, o benefício é dispensado.

Quanto custa um funcionário?

Agora que você já sabe quais são os principais custos associados aos funcionários, chegou o momento de saber quanto custa um trabalhador em diferentes regimes tributários.

Confira a seguir!

Simples Nacional

No regime tributário do Simples Nacional, as micro e pequenas empresas unificam o recolhimento de impostos e contribuições em uma única guia de pagamento. O valor é calculado com base na receita bruta da empresa, e as alíquotas variam conforme o serviço prestado. 

Para saber quanto custa um funcionário na modalidade Simples Nacional, é necessário considerar os seguintes fatores:

  • INSS Patronal: as empresas devem pagar uma contribuição previdenciária patronal de 20% sobre a folha de pagamento;
  • Fundo de Garantia do Tempo de Serviço (FGTS): as empresas devem depositar 8% do salário bruto do funcionário mensalmente em sua conta de FGTS;
  • adicional de férias: o adicional de férias é um custo que deve ser considerado. Geralmente, ele é calculado como 11,11% do salário bruto do funcionário;
  • 13.º salário: o 13º salário corresponde a 8,33% do salário bruto anual do trabalhador e deve ser pago em duas parcelas durante o ano. 

Além desses custos obrigatórios, a empresa pode oferecer outros benefícios aos funcionários, como vale-transporte, alimentação ou refeição, ajuda de custo e plano de saúde. Esses benefícios não são compulsórios, mas fazem parte dos custos indiretos associados à contratação de colaboradores.

Regime MEI

O MEI ou Microempreendedor Individual é um regime de trabalho simplificado, que serve para facilitar a formalização das atividades de pessoas que trabalham de modo autônomo. Nesse caso, o custo de contratação de um funcionário inclui diversos elementos que vão além do salário bruto.

Veja:

  • INSS: o MEI deve contribuir com 3% do salário do trabalhador para a Previdência Social como contribuição previdenciária patronal;
  • FGTS: o MEI também deve depositar 8% do salário do funcionário no FGTS, que é uma conta vinculada ao trabalhador e que pode ser sacada em situações específicas, como demissão sem justa causa;
  • 13º salário e encargos: o 13º salário, um direito do trabalhador, deve ser incluído nos cálculos, juntamente com os encargos relacionados a ele;
  • férias e encargos: o custo das férias e seus encargos também deve ser considerado.

Lucro Real e Presumido

As empresas do regime Lucro Real e Presumido são aquelas que faturaram até R$ 78 milhões no ano anterior. Além de terem as mesmas obrigações do Simples Nacional, há um acréscimo da alíquota de terceiros e outros encargos não existentes para as empresas de pequeno porte.

Os principais custos relacionados a funcionários nesses regimes são: 

  • INSS Patronal: as empresas devem pagar uma contribuição previdenciária patronal de 20% sobre a folha de pagamento;
  • Seguro Acidente de Trabalho (SAT): é uma contribuição para cobrir acidentes de trabalho e pode variar de 1% a 3% sobre a folha de pagamento, dependendo do grau de risco da atividade da empresa;
  • salário educação: as empresas devem contribuir com 2,5% sobre a folha de pagamento para o salário educação;
  • sistema S (SENAI, Incra, SEBRAE ou SESI): há uma alíquota de 3,3% sobre a folha de pagamento destinada ao Sistema S, que engloba entidades como SEBRAE, SENAI e SESI.

Como calcular o custo de um funcionário na empresa?

Para calcular o custo de um funcionário na empresa, você deve colocar em prática os seguintes passos:

  • registre as horas trabalhadas: mantenha um controle das horas trabalhadas para cada funcionário, incluindo horas extras, se houver;
  • determine as verbas trabalhistas e adicionais: determine quais são as verbas trabalhistas e adicionais que incidem sobre o salário de cada colaborador. Eles podem incluir horas extras, adicional noturno, adicional de insalubridade ou periculosidade, entre outros;
  • calcule os adicionais e os pagamentos devidos: some o valor de cada adicional ou pagamento devido a cada funcionário com base nas horas trabalhadas e nas regras trabalhistas aplicáveis;
  • acrescente os impostos e contribuições: adicione também os impostos e contribuições que a empresa é obrigada a pagar sobre os salários dos funcionários;
  • faça a soma: por fim, some todos os valores anteriores para obter o custo total de um trabalhador na empresa. 

Agora você já sabe qual é o custo de um funcionário. Ainda assim, é importante ressaltar que cada caso é diferente. Então faça uma boa análise na empresa e tenha um controle preciso para manter os pagamentos em dia.

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