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Demonstração do fluxo de caixa: saiba o que é e qual a importância desse documento!

Lu

Por: Redação Controlle

31 de janeiro de 2024

7min

Se você é gestor ou dono de um negócio, é essencial compreender a demonstração do fluxo de caixa. Conheça os principais pontos desse documento!

Na gestão financeira empresarial, existem diversos documentos importantes, sendo um deles a demonstração do fluxo de caixa. Esse demonstrativo, assim como outros, é de grande valor para as companhias.

Isso porque ele oferece informações relevantes além de permitir análises mais adequadas e decisões mais estratégicas, pensando no futuro da organização. Porém, com a grande quantidade de documentos, é comum haver dúvidas sobre eles.

Por esse motivo, entenda a seguir o que é a demonstração do fluxo de caixa e saiba qual é a sua importância!

O que é e para que serve a demonstração do fluxo de caixa?

A demonstração do fluxo de caixa, ou DFC, é um instrumento contábil que apresenta as entradas e saídas de dinheiro de uma empresa durante um período específico. A demonstração do fluxo de caixa mostra como os recursos da organização foram gerados e utilizados.

Em síntese, a demonstração do fluxo de caixa serve para analisar a saúde financeira de uma empresa. Por meio dela, a gestão acessa informações sobre a capacidade de geração de caixa da companhia, auxiliando na tomada de decisões.

Além disso, a DFC permite identificar possíveis erros, desequilíbrios e fraudes no caixa. Assim, gestores e donos de negócio podem tomar atitudes para resolver essas situações antes que se tornem mais graves.

Desse modo, ainda é válido ressaltar que a DFC é diferente da Demonstração do Resultado do Exercício (DRE). Em conclusão, a DRE é um relatório contábil que mostra o desempenho financeiro de uma empresa durante um período específico.

O DRE indica as receitas, custos e despesas, bem como o lucro ou o prejuízo líquido no fim do período contábil. Enquanto a DFC se concentra no fluxo de caixa e na liquidez do negócio, a DRE foca no desempenho econômico da organização, sendo um documento mais complexo.

De qualquer modo, o DRE e DFC são relevantes para uma análise abrangente da situação financeira e econômica de uma empresa. Portanto, é fundamental valorizá-las, independentemente do porte ou setor do negócio.

Como esse demonstrativo financeiro funciona? 

Você já sabe o que é a DFC e no que ela se difere da DRE. Então agora é útil compreender o funcionamento desse demonstrativo financeiro. 

Para tanto, saiba que ele é estruturado em três categorias específicas: atividades operacionais, de investimento e de financiamento, além de uma área com o resultado. 

Conheça cada um desses pontos!

Atividades operacionais

Nas atividades operacionais, deve ser informado todo o dinheiro gerado (entradas) e utilizado (saídas) nas principais operações da empresa, como:

  • recebimentos pelas vendas de produtos ou serviços;
  • pagamentos de fornecedores;
  • pagamentos de salários e impostos;
  • entre outros. 

Atividades de investimento

Já nas atividades de investimento devem estar registrados todos os investimentos de longo prazo da empresa. É o caso, por exemplo, da compra ou venda de equipamentos e da aquisição de imóveis ou ativos no mercado financeiro.

Atividades de financiamento

Nas atividades de financiamento, por sua vez, devem constar informações relacionadas a empréstimos e outras formas de captação de recursos.

Resultado

Por fim, com todos esses dados à disposição, é possível chegar ao resultado referente à demonstração do fluxo de caixa — se ele está positivo ou negativo. Para esse propósito, basta fazer o seguinte cálculo: 

fluxo de caixa = receitas - despesas

Com essa subtração, você poderá verificar como está a situação financeira da organização e se há algum erro contábil ou fraude. Ademais, se necessário, haverá como realizar mudanças para melhorar o fluxo de caixa empresarial. 

Afinal, o ideal é que ele seja sempre positivo e crescente. Desse modo, é possível garantir a sustentabilidade e o desenvolvimento do negócio.

Qual a importância desse documento para as empresas? 

Após explorar o funcionamento da demonstração do fluxo de caixa, é necessário destacar sua importância para as empresas. Além de ser uma obrigação fiscal para a maioria delas, o documento é relevante por algumas outras razões.

Por exemplo, a demonstração do fluxo de caixa permite o acompanhamento detalhado das entradas e saídas de dinheiro da organização, possibilitando uma gestão financeira mais eficiente. Como consequência, há mais chances de evitar problemas de liquidez e tomar decisões mais embasadas.

A DFC ainda fornece informações cruciais para a tomada de decisões financeiras estratégicas, como investimentos e financiamentos. O documento também colabora com o planejamento financeiro empresarial. Afinal, ele permite previsões mais precisas sobre a disponibilidade de caixa para financiar operações e investimentos.

Ainda, a demonstração do fluxo de caixa possibilita reconhecer problemas financeiros potenciais, como alta dependência de financiamentos ou baixa geração de caixa. Dessa forma, pode-se implementar medidas para solucioná-los.

Por último, vale ressaltar que a DFC complementa outras demonstrações financeiras, como a DRE e o balanço patrimonial. Assim, ela oferece uma visão mais completa da saúde financeira da empresa.

Como estruturar uma demonstração de fluxo de caixa?  

Com base nas informações apresentadas até aqui, você já está apto para estruturar a sua própria demonstração de fluxo de caixa. Para tanto, é válido saber que ela pode ser feita de duas maneiras: pelo método direto (mais usado) ou pelo indireto. 

Entenda-os!

Qual a diferença entre fluxo de caixa direto e indireto?

No demonstrativo de fluxo de caixa direto, todas as atividades operacionais da empresa são consideradas. É o caso dos recebimentos de clientes, das despesas e dos pagamentos a fornecedores em montantes brutos.

Já no demonstrativo de fluxo de caixa indireto, os valores brutos das entradas e saídas não são considerados. No lugar deles, é necessário levar em conta o ajuste do lucro líquido e as variações das contas patrimoniais da organização ligadas ao DRE, incluindo valores a receber.

Sabendo as diferenças entre cada método, escolha um deles e prossiga para a etapa de estruturação do relatório contábil. Nela, você deve organizar, em seções, as atividades operacionais, de investimento e de financiamento da empresa.

Depois, avance para a fase de resultados. Aqui, liste o saldo inicial de caixa do período anterior e adicione ou subtraia o total das atividades operacionais, de investimento e de financiamento. Em seguida, calcule o saldo final de caixa.

Por fim, forneça explicações e detalhes sobre itens significativos. Entre eles estão ajustes, políticas contábeis utilizadas e outras informações relevantes para a compreensão da DFC.

Uma dica para facilitar e otimizar o processo é contar com um software de gestão financeira. Isso porque, com a ferramenta, é possível integrar e organizar diversos dados de modo a gerar diferentes demonstrações contábeis e contribuir com análises mais precisas e decisões mais eficientes.

Você entendeu o que é demonstração do fluxo de caixa e qual a importância desse documento? Como visto, ele é fundamental para compreender a saúde financeira de uma empresa. Portanto, não deixe de considerá-lo.

Quer conhecer um sistema de gestão financeira completo e fácil de usar? Entre em contato conosco!

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